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Peixes, crustáceos e camarões fazem a base de um banquete farto e natural na ilha de Santa Catarina. Não há chef, amador ou profissional, que não veja nesta dádiva da natureza a inspiração para criar novos pratos ou aperfeiçoar fórmulas tradicionais da cozinha universal.
Quem visita Florianópolis, invariavelmente traz na bagagem o desejo de experimentar a boa gastronomia do mar. Seus fartos e benditos frutos, que são oferecidos em rara diversidade nos entornos da ilha, servem de fonte de inspiração para chefs e de salivação para os demais. Sem desmerecer o paladar daqueles que rejeitam o mar à mesa, quem nunca se deliciou com uma seqüência de camarões à beira da Lagoa da Conceição perdeu boa parte da essência ilhoa.
O Toca da Garopua no Centro da Cidade, é um bom ponto de partida. Comandado pelo casal Ana e Neco Mund, o Toca tem como patrimônio uma das cozinhas mais elaboradas e saborosas da ilha e nasceu de uma grande paixão pela pesca submarina e pela gastronomia do mar. Há 15 anos, ele vem seduzindo paladares e reunindo histórias de empresários, políticos, artistas e turistas que saboreiam com freqüência as iguarias da casa.
O nome Toca da Garoupa veio de uma alusão às características do próprio peixe. Difícil de ser capturada e arisca, a garoupa quando se sente ameaçada busca a segurança em tocas profundas nos costões. Daí o nome do restaurante, um refúgio seguro para os amantes da boa mesa. O sucesso da casa está diretamente ligado à intimidade dos proprietários como o principal ingrediente do restaurante: os frutos do mar. Neco, pescador profissional, conhece como ninguém a vida, o habitat e as características de todos os peixes e moluscos que habitam a costa catarinense.
Camarão, o néctar dos mares.
A gastronomia de Florianópolis mostra todo seu valor no preparo do seu mais nobre crustáceo: o camarão. Das clássicas receitas açorianas às criativas inovações dos chefs contemporâneos o camarão é hoje a pura essência da cozinha ilhoa. Na cumbuca do pescador ou no réchaud do senador, não importa, o camarão é uma unanimidade na ilha de Santa Catarina. Dono de um aroma devastador que seduz o mais discreto dos ambientes, o camarão é definitivamente, o ser mais festejado na cozinha, o mais bem vindo fruto à mesa e, pode se dizer, que ele está para um gourmet assim como uma musa para seu poeta.
O jeito simples , farto e saboroso de preparar camarão à moda da ilha ganhou sérios concorrentes nos últimos anos. Hoje, os restaurantes de Florianópolis preparam o seu camarão com a desenvoltura e conhecimento dos grandes centros gastronômicos do mundo. Na Macarronada Italiana, por exepmlo, o camarão é tratado com a mesma magnitude dos parmas italianos importados pelo chef Ézzio Librizzi. Previamente selecionados para seguir o mesmo padrão de tamanho, qualidade e cor, os camarões do chef Librizzi recebem um tratamento diferenciado quando entram para a sua cozinha. "Precisam ser pouco cozidos, para garantir uma textura firme e para não perder o magnífico sabor", ensina este italiano que há 23 anos está à frente da mais tradicional casa de massas de Florianópolis e a primeira a trazer temperos e ingredientes já consagrados pelos chefs europeus.
Librizzi descobriu, a partir de uma técnica italiana de cozinhar alimentos, uma adaptação brasileira bastante eficiente para aplicar no camarão e em outros frutos do mar. Ele utiliza o papel alumínio como propagador de calor e, também, como condensador de aromas para preparar o prato mais pedido nesta categoria em seu restaurante: o "Cartoccio Mari e Monti". Assim como o cartoccio italiano, uma espécie de papel fino transparente que não incendeia dentro do forno, o papel alumínio cumpre a função de cozinhar os alimentos envolvidos nele, preservando todo o aroma e sabor. Neste prato, Librizzi envolve um tagliarinipré-cozido com camarões, lulas, mariscos e outras iguarias à base de funghi freschi, alcaparras, azeitonas e ervas especiais. O resultado é único e exala um perfume especialíssimo quando aberto. Por esse motivo, Librizzi resolveu servir este prato totalmente fechado, o alumínio é retirado propagando o aroma dos camarões e ervas por todo o ambiente. O sucesso alcançado antes mesmo da primeira prova.
A cozinha ilhoa está mostrando que pode dar ao camarão uma multiplicidade de aplicações gastronômicas, que valoriza o seu sabor e oferece ao visitante inúmeras opções de se consumir o mais famoso dos crustáceos.
Dia 1 - Sul da Ilha, requinte das ostras.
Dia 2 - Lagoa da Conceição, especialistas em frutos do mar
Dia 3 - Norte da Ilha,
Dia 4 - Centro,
Dia 5 - Coqueiros,
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